Episódio 2


​O cão ficou muito satisfeito. Corria pelas estradas, apanhava banhos de Sol e ladrava sempre que lhe apetecesse, uma liberdade que não tinha quando vivia com o seu dono.

– Assim é que se está bem. – dizia o cão, enquanto lambia calmamente o seu pelo. 

Mas havia algumas desvantagens. O cão deixou de ter comida no prato, quando chovia, não tinha onde se abrigar e não conseguia fugir do Sol quando apertava. 

Passou um ano desde que o cão se fora embora, mas de certa forma, estava arrependido por ter abandonado o seu lar.

– Que pena…Já não tenho festinhas do meu dono há tanto tempo… Quem me dera correr para os braços dele e lambe-lo…Vou tentar regressar a casa. Pode ser que ele me receba…E lá foi o cão todo contente ter com o seu dono. Foi uma longa viagem porque o cão afastou-se muito bdo seu dono. O cão quiz saber o que era a vida mas esta pregou-lhe uma partida e agora sabe que não pode viver sem o seu dono, por isso, fez-se á estrada. – Ainda falta tanto para lá chegar… Vou descansar um pouco. – assim fez o cão. Fez-se noite e estava muito escuro e frio. De repente, o cão ouve  um barulho estranho… – Que barulho é este?! – acordou perturbado o cão. – Se está aí alguem, diga já antes que eu morda! – disse e cão antes de começar a ladrar. O que originou aquele ruído foi um esquilo que passava pela árvore onde o cão se tinha abrigado. – Quem és tu? Mostra-te já! – exigiu o cão. – Calma, calma sou apenas um esquilo a tentar ir para casa. E tu quem és, animal nervoso?

– Não te interessa saberes quem sou. O que tens a fazer agora é deixares-me em paz. 

– Pronto, não é preciso seres antipático, só estou de passagem, apenas queria fazer conversa. 

– Conversa… Muita conversa deu-me o meu dono ao longo de muitos anos…

– Dono? Que dono?

– Como “ que dono”? Não sabes o que é um dono? É a pessoa que manda em nós.

– Pessoa que manda em nós? Nunca! 

– Ah! Já percebi. Tu és um esquilo que anda no meio do mato, por isso é que não sabes o que é ter um dono.

– Pois não, não sei. Mas se tu sabes, diz-me lá, como é ter um humano a mandar em nós?

– Por um lado é bom, mas por outro lado é mau. Temos comida, água, um abrigo e mimos dos nossos donos. Mas parece que não temos liberdade, estamos o dia todo fechados entre quatro paredes, não podemos ir onde nos apetece, quando vamos á rua, é de trela… Mas não sei se isto tem mais vantagens do que desvantagens.

– Bom, eu acho que há mais inconvenientes do que propriamente vantagens. Em primeiro lugar porque tu, como animal, deixas de estar em contacto com a Natureza e em segundo lugar porque deixas de ser livre.

– Pois é, tens razão. Mais vale passar fome e ser livre do que ter a barriga cheia e não poder dar uma volta por aí. 

Na verdade, o cão até estava a pensar em regressar a casa, todavia, a opinião do esquilo fê-lo mudar de ideias. 

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